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{27 Março, 2008}   Internet avança, TV cai

dizqmdiz

Matéria publicada na coluna de Daniel Castro, da Folha de SP, no dia 26/03/2008.

A audiência da TV aberta no Rio de Janeiro despencou nos últimos anos. Quase 20% do total de televisores da Grande Rio foram desligados entre 2005 e 2008. Em 2005, o Rio registrava média diária de 44% de televisores ligados, dentro da média nacional. Em 2006, foram 42%. Em outubro de 2007, o percentual despencou para 37%. Em fevereiro, o índice atingiu 36%. A média nacional continua superior a 42%.

Com a queda, o Rio ultrapassou Belo Horizonte no “ranking” das capitais que menos vêem TV. Na capital mineira, a média em fevereiro foi de 38% de televisores ligados. Brasília, outra cidade tradicionalmente de maior resistência à TV, teve 41% de ligados no mês passado. Fortaleza e Salvador têm alto índice de televisores ligados: 46% e
45%, respectivamente. São Paulo teve 44%.

Os dados completos estão disponíveis no site do IBOPE.

Vou fazer o dèjá vu de algumas perguntas que fiz no primeiro post publicado aqui:

Como é que as “velhas mídias” vão se adaptar a essa nova forma de consumo? Como entender e falar a mesma linguagem desses “miguxes” – tão diferente dos padrões tradicionais de jornalismo? (…) Será que essa nova geração realmente se interessa pelos produtos oferecidos pela TV? Ou será que a audiência tende a cair à medida que os nativos digitais assumirem o posto de consumidores atuais?

Acredito que esses dados do IBOPE servem como lead de algumas respostas. Resta saber quanto tempo as emissoras levarão para perceber que os tempos mudaram. E que a velha mentalidade do monopólio da marca como garantia de audiência é a estratégia mais eficaz rumo ao fracasso.

Até a próxima!



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