Julianagermann’s Weblog











{31 Março, 2008}   Celular vai desbancar PC
dizqmdiz

Matéria publicada na coluna Primeira Chamada, de Eduardo Tude, no site IDG Now – http://www.idgnow.com.br (25/02/2008).

O celular vai desbancar o PC como principal dispositivo de acesso à Internet. Este foi um dos consensos do principal congresso mundial de comunicações móveis, o World Mobile Congress 2008, realizado em fevereiro, em Barcelona e promovido pela GSM Association.

Esta realidade parece estar distante dos brasileiros, que só este ano poderão experimentar um acesso móvel abrangente e de boa qualidade, com a implantação das redes 3G (HSDPA) por parte de todas as operadoras de celular do Brasil.

A experiência proporcionada aos usuários no acesso à Internet no celular com as conexões 2,5 G (GPRS, EDGE) não é boa. A lentidão no acesso aos serviços é muitas vezes desanimadora. Este problema foi resolvido de forma satisfatória com o 3G (HSDPA) que oferece velocidades próximas à apresentada pelos acessos banda larga fixos como o ADSL.

Com a chegada da banda larga móvel no celular, ele pode ser usado não apenas como modem para acessar a Internet a partir de um PC, mas para acesso à Internet no próprio celular.

No Japão, Europa e nos Estados Unidos, onde a 3G já é uma realidade há cerca de dois anos, o celular está se tornando uma “Internet Machine”, como afirmou Masayoshi Son (CEO da Softbank do Japão).

Estão sendo desenvolvidos novos serviços e navegadores para melhorar a experiência do usuário ao acessar a Internet a partir do celular. A idéia de uma internet “móvel”, diferente da fixa, está também sendo sepultada. O que o usuário deseja é acessar no celular a mesma internet que acessa no PC. Os sites WAP estão ficando em segundo plano e o que se discute é o papel da operadora de celular. Ela será no futuro apenas um provedor de acesso (como na internet fixa) ou uma plataforma oferecendo serviços como micro pagamentos nas transações via internet?

A quantidade maior de celulares do que de PCs é a base para se afirmar que o celular vai desbancar o PC como principal dispositivo de acesso à Internet. As projeções indicam que no final de 2008 existirão em uso no mundo 4 bilhões de celulares e 1 bilhão de PCs.

Este novo cenário está provocando uma disputa entre os principais players da Internet atual (Google, Yahoo, Microsoft) e a entrada de novos (Nokia, Apple). A própria internet deve passar por transformações para se adaptar a esta nova realidade.

Um dos itens na pauta de mudanças são os mecanismos de busca, o que pode afetar o domínio atual do Google. O usuário não espera encontrar como resultado de uma busca no celular “links”, mas a informação que procura.

Para oferecer ao usuário um resultado melhor, os mecanismos de busca estão incorporando informações sobre o contexto em que ele está inserido. No celular, ao contrário da internet fixa, podem estar disponíveis dados como a localização do usuário no momento em que é realizada a busca. Já existem, por exemplo, serviços que permitem localizar o estacionamento ou banheiro público mais próximo de onde você está através de uma busca no seu celular.

* Eduardo Tude é Engenheiro de Telecomunicações e atualmente é sócio e presidente da Teleco – http://www.teleco.com.br.



{27 Março, 2008}   Internet avança, TV cai

dizqmdiz

Matéria publicada na coluna de Daniel Castro, da Folha de SP, no dia 26/03/2008.

A audiência da TV aberta no Rio de Janeiro despencou nos últimos anos. Quase 20% do total de televisores da Grande Rio foram desligados entre 2005 e 2008. Em 2005, o Rio registrava média diária de 44% de televisores ligados, dentro da média nacional. Em 2006, foram 42%. Em outubro de 2007, o percentual despencou para 37%. Em fevereiro, o índice atingiu 36%. A média nacional continua superior a 42%.

Com a queda, o Rio ultrapassou Belo Horizonte no “ranking” das capitais que menos vêem TV. Na capital mineira, a média em fevereiro foi de 38% de televisores ligados. Brasília, outra cidade tradicionalmente de maior resistência à TV, teve 41% de ligados no mês passado. Fortaleza e Salvador têm alto índice de televisores ligados: 46% e
45%, respectivamente. São Paulo teve 44%.

Os dados completos estão disponíveis no site do IBOPE.

Vou fazer o dèjá vu de algumas perguntas que fiz no primeiro post publicado aqui:

Como é que as “velhas mídias” vão se adaptar a essa nova forma de consumo? Como entender e falar a mesma linguagem desses “miguxes” – tão diferente dos padrões tradicionais de jornalismo? (…) Será que essa nova geração realmente se interessa pelos produtos oferecidos pela TV? Ou será que a audiência tende a cair à medida que os nativos digitais assumirem o posto de consumidores atuais?

Acredito que esses dados do IBOPE servem como lead de algumas respostas. Resta saber quanto tempo as emissoras levarão para perceber que os tempos mudaram. E que a velha mentalidade do monopólio da marca como garantia de audiência é a estratégia mais eficaz rumo ao fracasso.

Até a próxima!



etc.